Teresina Gospel » Notícias » Entrevista com o cantor Allan Judson – Parte II
Você também pode ler a primeira parte da entrevista aqui: Entrevista com o cantor Allan Judson – Parte I
Alan Judson Azevedo Cruz, tem 29 anos e nasceu em Teixeira de Freitas (BA). Atualmente vive em Praia Grande-Fundão (ES), onde trabalha como produtor vocal. Em sua carreira solo, Allan Judson (com dois ‘L’s) participou do Festival Jesus Vida Verão de 2008 e 2009. Hoje ele é o vocalista da Banda 7.
Confira a segunda parte da entrevista!
CD – O que faz um produtor vocal?
AJ – O trabalho de um produtor vocal é fácil e difícil ao mesmo tempo. É fácil porque quem trabalha como produtor tem que gostar muito disso, de ver o produto (voz) lapidado e transformado no final. É difícil quando existem vozes que nem os artifícios de afinação do estúdio resolvem, haha. Aí entra o produtor vocal pra dar um jeito. Lembrando que o trabalho é todo feito dentro do estúdio de gravação. O produtor vocal se preocupa em tirar o melhor som do cantor que está sendo produzido, dando dicas sobre canto e fazendo com que ele use várias técnicas instantâneas para o momento da gravação.
CD – Temos lido bastante sobre a crise em que se encontra o mercado fonográfico e, portanto, acreditamos que os músicos não procurem gravar um CD à espera de retorno financeiro. Afinal de contas, por que é tão importante gravar um CD?
AJ - Simplesmente pra deixar registrada a nossa voz e pra ser um canal de salvação e restauração onde for tocado. Isso é o que penso sobre gravar um CD. Se o cantor pensa que ganhará muito dinheiro ao gravar um CD ele está se enganando. Mesmo que para muitos seja um meio essencial de vida ou de sobrevivência, mas ainda creio que ganhar dinheiro não deve ser o foco do cantor que crê no seu chamado. Antes de gravar o meu primeiro CD, há 9 anos atrás, achava que era essencial para minha vida. Mas depois das lutas e passando pela “escola” de Deus, reconheci que Ministério não é apenas um CD gravado e cantar. Isso se tornou unicamente um detalhe em minha vida ministerial.
CD – Você é do tipo que faz uma distinção clara entre música religiosa e música secular?
AJ - Sim. A diferença é que a música evangélica tem como objetivo adorar a Deus e falar das coisas da vida. Musica acima de qualquer coisa é arte, e aquele que a executa, decide como quer usá-la. Não condeno, não julgo quem ouve secular, mas uma coisa que tem acontecido nas igrejas evangélicas é a introdução desenfreada de modismos musicais seculares. O nosso inimigo, quando não consegue levar o “crente” para o mundo, faz com que o “mundo” entre na igreja, através desses meios que para alguns parecem tão inofensivos, mas é dessa forma que ele age sem que ninguém perceba. No entanto está aqui uma dica: ouçam músicas que façam bem pra alma, consequentemente evangélicas. Retenham o que é bom e vivam felizes numa vida de adoração.
CD – Há algum tempo as pessoas vêm utilizando o termo Adoração para designar um estilo musical. Você concorda ou discorda dessa classificação?
AJ - No meu ponto de vista a adoração é muito mais que música. No entanto discordo com este termo parcialmente. Adoração é tudo aquilo que proporciona prazer a Deus, é viver pra servir. É um estilo de vida. Independe de ritmo ou gosto musical. Se canto black-music pra Deus, estou em adoração. Se canto forró, soul, rock ou pop e estou intimamente ligado, dando a glória pra Deus, também estou em adoração. Mas para algumas pessoas entenderem, o termo é relevante.
CD – Se você tivesse que escolher o(a) maior artista de todos os tempos, independente de ser músico ou não, quem seria o(a) seu(ua) eleito(a)?
AJ - Deus. Ele é um artista incomparável… Senhor da vida e inspiração para toda forma de arte! A arte na vida de alguém é a manifestação do amor de Deus. A Voz de Deus foi a primeira a ser ouvida pelo Universo. Ele foi o primeiro artesão, o primeiro pintor. Tudo o que vemos hoje foi plano de um Deus extremamente cuidadoso e que usa até hoje Sua “arte” para influenciar a vida humana. Tem prazer em usar-nos para reproduzir o que tem de melhor em Seu coração. Não consigo classificar quem poderia aqui na Terra, ser o maior artista de todos os tempos. Mas dando honra à quem o Dono dos dons concedeu a arte, cito alguns nomes: Amy Grant, Michael W. Smith, Darlene Zschech, Jeremy Camp, Leonardo Gonçalves, Anderson Freire, Max Lucado e Billy Graham.
Por Dianne Nogueira
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